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  • Sobre a ovo

    Desde que surgiram, há 27 anos, Luciana Martins e Gerson de Oliveira fazem um trabalho situado no limite entre o design e a arte. Sem medo de experimentar e de abrir caminhos, primam por uma criação inteligente. Seus objetos têm o poder de conciliar a concisão com a capacidade de surpreender.

    Uma cadeira que se esconde num cubo preto e se revela apenas ao receber o corpo do usuário; bolas de sinuca que são deslocadas de sua função para servirem de cabides; planos que desenham percursos múltiplos: são vários os exemplos de uma produção que instiga e confunde a nossa percepção, fazendo com que o nosso relacionamento com os objetos não seja de consumo (uso imediato e tantas vezes alienado), mas de fruição (que não se estanca no primeiro contato mas, antes, vai trazendo novas nuances à medida em que o tempo passa).

    É nessa capacidade de oferecer mais do que a função, de brincar com a nossa percepção e nos fazer pensar, de mexer com nossos parâmetros que, a meu ver, reside a pulsão artística do trabalho da Ovo, tornando seus objetos e móveis algo para usar, mas também para ver e para colecionar. Para guardar – naquele sentido original do verbo, de preservar, manter, conservar.

    Por mais instigantes que sejam à primeira vista, as peças se revelam, no uso, perfeitamente funcionais – e esse acaba sendo mais um elemento da surpresa; uma confirmação de que não abrem mão de ser design. Elas em geral são mutantes. Permitem diferentes composições, configurações e disposições, para desejos e necessidades que variam ao longo do dia ou da vida. Em muitas, assiste-se ao desdobramento da forma e/ ou da função. Podem estar no chão e subir pelas paredes, e daí voltarem novamente ao chão, ganhando novas utilidades em cada fase do percurso.

    Cabideiros, prateleiras, bancos, mesas, cadeiras e sofás intercambiam suas funções. São objetos híbridos, dinâmicos, flexíveis, que rompem as fronteiras das classificações. A liberdade se manifesta também na escolha dos materiais. Eles passeiam à vontade entre os metais (aço inox, alumínio, ferro…), as madeiras (maciça, laminada, mdf), os tecidos, os vidros e os acrílicos. E, se não abusam das cores, também não se furtam a elas.

    Adélia Borges

Equipe

  • Bruno Bellusci

    Atendimento comercial

  • Alana Ragusa

    Atendimento comercial

  • José Fernando

    Designer / desenvolvimento

  • Roni Gomes

    Gerente de produção

  • Julia Vaz

    Estagiária / desenvolvimento e comunicação

  • Diva Coelho

    Administrativo / financeiro

  • Guto

    Produção

  • Rogério de Oliveira Jr

    Montador

  • Paulo Damasceno

    Montador

  • Naldo Mogarro

    Montador

  • Arnaldo Miranda

    Montador

  • Edilson Caetano

    Prestador de serviços / entregas

  • Gleuber Abraão

    Prestador de serviços / portador